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MELHOR UM MAU ACORDO DO QUE UMA BOA DEMANDA – CONCILIAR É DEVER DO ADVOGADO

MELHOR UM MAU ACORDO DO QUE UMA BOA DEMANDA –  CONCILIAR É DEVER DO ADVOGADO

Muitas vezes o acordo não está 100% bom nem pra um lado, nem pra outro. Mesmo assim na grande maioria das vezes é melhor fazer um acordo, ainda que este não seja ótimo, do que persistir no litígio.

Persistir no litígio vai cobrar da parte o preço da angústia, da paciência e, por vezes, exigir importantes recursos financeiros. Angústia porque o conflito não resolvido gera ansiedade, stress, preocupação. Paciência porque o Poder Judiciário está congestionado e – por melhor que seja o time que esteja a cuidar do processo – ainda assim a tendência é que se ele seguir todas as fases previstas legalmente poderá demorar bastante e, a depender da matéria, talvez alguns anos em razão da possibilidade de interposição de recursos cabíveis. Conflito persistente é coisa cara. Será preciso pagar taxas judiciais, honorários, diligências, eventuais cálculos, retirar tempo da atividade da parte para comparecer a audiências (o que gera prejuízo) não se esquecendo que a atenção de especialistas – durante longo tempo – pode resultar numa conta cara.

Neste sentido é dever do advogado “estimular a conciliação entre os litigantes, prevenindo, sempre que possível, a instauração de litígios” (inc. VI, art. 2º, Código de Ética e Disciplina – OAB). Deve-se o Advogado estimular a conciliação e prevenir os litígios. É sabido que por vezes não há como conciliar, seja porque as expectativas sejam muito diferentes, seja porque não seja o melhor momento, seja por outro motivo mas, antes de se chegar a esta conclusão e dedicar os esforços ao combate, para o qual também deve estar o Advogado preparado, é devido empregar os melhores esforços no acordo. Antes da guerra, visando evitar o derramamento de sangue, agem os diplomatas. Acordar é preciso.
Fabiano da Rosa, OAB/PR 26.862, é Especialista e Mestre em Direito e sócio do “Da Rosa, Leprevost e Mayer Advogados”

Fabiano da Rosa, OAB/PR 26.862, é Especialista e Mestre em Direito e sócio do “Da Rosa, Leprevost e Mayer Advogados”

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